Created with Snap
Conhecimento de Transporte Eletrônico: o que significa para as frotas?

Conhecimento de Transporte Eletrônico: o que significa para as frotas?

Proporcionar maior segurança, agilidade e eficiência ao atender os consumidores é uma preocupação de toda empresa. Quando o assunto é transporte de mercadorias, a situação não é diferente: há muitas ferramentas para auxiliar no controle de produtos e no gerenciamento de seu trajeto.

Para que a mercadoria chegue nas melhores condições possíveis a seu destino, a fiscalização é uma das grandes prioridades nos processos de deslocamento. Afinal, ela garante que a empresa e a transportadora operem de acordo com as normas dos órgãos fiscais.

É nessa hora que entra o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e), documento fiscal eletrônico que deve ser usado por todos os profissionais que trabalham na área de fretes e transportes.

Você sabe para que serve o CT-e e quais são as suas vantagens? Pode ficar tranquilo: separamos tudo o que você precisa saber sobre o documento e sua importância para as empresas de transporte. Continue lendo:

O que é Conhecimento de Transporte Eletrônico?

O que é Conhecimento de Transporte Eletrônico

Emitido e armazenado digitalmente, o CT-e é um documento fiscal eletrônico usado para documentar toda prestação de serviço de transporte de cargas no Brasil, seja entre municípios ou estados.

Além de identificar quem está mandando a carga, o destinatário e o trajeto a ser realizado, o documento simplifica as obrigações tributárias das frotas e oferece, em tempo real, a possibilidade de acompanhar o trajeto da mercadoria.

Para garantir a regularidade da entrega, ele deve ser emitido para cada destino. Se um caminhão precisa passar por mais de uma loja e entregar diferentes produtos, por exemplo, o CT-e deve ser expedido no momento da entrega em cada uma das lojas. Você entenderá os benefícios deste procedimento no decorrer deste artigo.

Válido em todo o país, o CT-e  possui sua legislação própria, que pode ser consultada por qualquer empresa.

Leia também:  Como reduzir o consumo de combustível da sua frota

Quando surgiu o documento?

O Conhecimento de Transporte Eletrônico foi criado em 2007 junto à necessidade de dispensar o uso de formulários físicos. Graças à modernização do sistema de emissão de documentos fiscais, não fazia mais sentido continuar gastando tanto com papel.

Com isso, a Receita Federal substituiu o antigo Conhecimento de Transporte por seu modelo eletrônico, a partir do Ajuste SINIEF 09/07. Em 2009, o Mato Grosso foi o primeiro estado no Brasil a tornar o CT-e obrigatório.

Quais documentos ele substitui?

A legislação permite que o CT-e substitua 6 documentos na hora de prestar serviços de transporte. Confira quais são eles:

  1. Nota Fiscal de Serviço de Transporte, modelo 7 (quando utilizada em transporte de cargas);
  2. Nota Fiscal de Serviço de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 27;
  3. Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas, modelo 8;
  4. Conhecimento de Transporte Aquaviário de Cargas, modelo 9;
  5. Conhecimento Aéreo, modelo 10;
  6. Conhecimento de Transporte Ferroviário de Cargas, modelo 11.

O CT-e é obrigatório?

Se sua empresa emite um dos documentos fiscais citados acima, é necessário usar o CT-e. Já os documentos que não aparecem na lista devem ser emitidos de acordo com a legislação vigente.

Quais informações constam no CT-e?

Assim como uma nota fiscal, o Conhecimento de Transporte Eletrônico possui dados importantes tanto para a empresa quanto para órgãos fiscais.

Dessa forma, o documento informa o nome, cadastro e endereço do embarcador da carga, do destinatário e de quem contratou o serviço de transporte.

Além disso, o valor do serviço é detalhado a partir do peso e do preço da mercadoria, das taxas de transporte, entre outros dados.

Como é feita a substituição da nota fiscal?

Como é feita a substituição da nota fiscal?

O primeiro passo é fazer o credenciamento junto à Secretaria de Estado de Fazenda. Mas é preciso ficar atento: se sua empresa possui unidades em outras regiões do país, o credenciamento deve ser feito na secretaria de cada estado.

Leia também:  Vale a pena aderir à cobrança automática de pedágio para frotas?

Depois, é necessário solicitar o certificado digital, que contém o CNPJ da empresa e é emitido por autoridades certificadoras credenciadas ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ICP-Brasil).

Para começar a emitir o documento, o sistema de faturamento de sua frota precisa receber as adaptações adequadas para o processo ou você pode usar o Emissor de CT-e, software próprio ou contratado de empresas especializadas nesta atividade.

Por fim, você deve obter a autorização da Secretaria de Fazenda para conseguir emitir o CT-e com validade jurídica.

Como ter acesso ao Emissor de CT-e?

Muitas empresas contam com sistemas próprios para emitir o CT-e e não precisam recorrer a softwares externos.

Se esse não é o seu caso, o Sebrae e a Secretaria de Fazenda firmaram uma parceria para oferecer aplicativos gratuitos às empresas. Basta fazer o download e aproveitar todas as funcionalidades sem pagar nada por isso.

Quais cuidados tomar ao emitir o documento?

Como o CT-e é um documento muito importante para a empresa, os profissionais devem ficar atentos às suas informações.

Para isso, é necessário verificar sempre a validade da assinatura digital e a autenticidade do arquivo, evitando, assim, problemas futuros.

Assim como outros documentos fiscais, o CT-e deve ser arquivado pelo prazo previsto na legislação, tanto pela empresa que está emitindo quanto pelo contratante. Posteriormente, ele deve ser apresentado ao fisco.

Quais são as vantagens oferecidas?

Vantagens oferecidas pelo uso do CT-e

Benefícios não faltam com o Conhecimento de Transporte Eletrônico. Além de reduzir o consumo de papel, o que traz impactos positivos para o meio ambiente, o documento incentiva o uso de novas tecnologias e o comércio eletrônico.

Ele também padroniza o relacionamento digital entre as empresas brasileiras e aumenta o número de oportunidades de emprego.

Para as empresas que emitem o documento também existem grandes vantagens. Veja quais são elas:

  • Diminui os custos com impressão e armazenagem de documentos fiscais, além dos gastos com compra de papel;
  • Reduz o tempo de parada em Postos Fiscais de Fronteira, pois o CT-e torna a fiscalização de mercadorias em trânsito mais simples e evita que os veículos permaneçam muito tempo nestes postos;
  • Elimina erros de preenchimento, pois a emissão do CT-e não é permitida com erros de digitação;
  • Facilita a consulta de dados de rastreamento de carga e ajuda a gestão dos sistemas da empresa.
Leia também:  Quando vale a pena investir na terceirização de frotas?

Agora que já sabe tudo sobre o Conhecimento de Transporte Eletrônico, que tal continuar sua visita por nosso site e acessar o artigo sobre Eficiência operacional e frotas corporativas? Assim você descobre a importância da eficiência operacional e os benefícios que ela pode trazer para sua frota!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

você também pode gostar de:

© 2018 Blog Locamerica Frotas - All rights reserved